Os sinais que as famílias ignoram no envelhecimento: como a fisioterapia pode prevenir quedas, perda de autonomia e complicações no idoso

Esse foi o tema da entrevista com o fisioterapeuta especialista em gerontologia, Dr. Lucas Pedroso, que falou sobre a importância da fisioterapia no processo de envelhecimento saudável e na prevenção de complicações que comprometem a qualidade de vida da população idosa. 

Durante a entrevista, o especialista destacou que o fisioterapeuta possui papel fundamental na prevenção de quedas e de suas complicações, consideradas uma das principais causas de perda de independência funcional em idosos.

“As quedas representam um grande risco para a população idosa e podem desencadear diversas complicações físicas e emocionais. Muitas vezes, elas marcam o início da perda da autonomia”, explicou Dr. Lucas Pedroso.

Segundo ele, o fisioterapeuta especialista em gerontologia possui um olhar diferenciado sobre as limitações que surgem ao longo do envelhecimento, entendendo a relação entre senescência, histórico clínico e funcionalidade de cada paciente.

“Trabalhar com o público idoso exige estudo, aprofundamento e sensibilidade. Não é apenas tratar dores, mas compreender a realidade daquele indivíduo e ajudá-lo a manter sua independência funcional”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a importância da avaliação fisioterapêutica. Através de escalas, testes e análises funcionais, o profissional consegue identificar alterações musculares, cognitivas, articulares e cardiorrespiratórias que interferem diretamente no cotidiano do paciente.

 “A partir da avaliação, traçamos um plano terapêutico individualizado. Muitas vezes treinamos situações do dia a dia, como atravessar uma rua, subir uma escada rolante, caminhar mais rápido ou carregar compras. Tudo isso de forma segura e com riscos calculados”, destacou.

O especialista também chamou atenção para sintomas frequentemente ignorados pelas famílias e rotulados como “coisas da idade”. Alterações de memória, perda de apetite, dores sem histórico anterior e mudanças comportamentais podem indicar problemas importantes de saúde.

“Como acompanhamos o paciente frequentemente, conseguimos perceber sinais precoces que muitas vezes passam despercebidos no ambiente familiar”, comentou. 

Segundo Dr. Lucas Pedroso, os objetivos da fisioterapia são definidos conforme os desejos e necessidades funcionais do paciente e da família. “Muitos idosos querem voltar a brincar com os netos, passear no shopping sem dores, ir à praia ou manter sua independência. Nosso papel é devolver segurança, movimento e qualidade de vida.”

Por fim, o fisioterapeuta reforçou que o ideal é buscar acompanhamento antes mesmo do surgimento de grandes limitações. “Quando o idoso começa a deixar de realizar atividades simples do dia a dia, o corpo já está mostrando sinais importantes. Quanto mais cedo houver avaliação e prevenção, maiores são as chances de um envelhecimento saudável e ativo.”

Foto: Divulgação
 

Matéria  por Cleber Costa.

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