Acabou a farra? SMT começa a retirar cones e “reservas” de vagas nas ruas de Alagoinhas

 

Reprodução SMT


A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) de Alagoinhas avançou na fiscalização contra a demarcação irregular de vagas em vias públicas e, nas últimas semanas, passou a adotar um procedimento operacional padrão para desobstrução de espaços utilizados indevidamente por particulares.

A ação já está em andamento e resultou, nos primeiros dias, na retirada de cones e até blocos utilizados para reservar vagas nas ruas da cidade.

O superintendente municipal de trânsito, Pedro de Souza Sobral Neto, destacou que a prática é antiga no município, mas será enfrentada com mais rigor.

“Isso é histórico e cultural em Alagoinhas. Iremos fazer uma campanha de informações, juntamente com a SEMORP, e depois fazer cumprir a legislação. Hoje, nós da SMT já estamos recolhendo obstáculos de reservas de vagas em áreas públicas”, afirmou.


O que diz a lei

A SMT reforça que vagas em vias públicas não pertencem a imóveis, comércios ou residências, salvo quando há sinalização oficial implantada pelo órgão de trânsito.

De acordo com o Código Brasileiro (CTB), a prática de reservar vagas ou obstruir espaços públicos pode configurar infração:


Art. 26 – proíbe criar obstáculos ou perigos na via

Art. 245 – proíbe o uso da via para depósito de mercadorias sem autorização

Art. 246 – trata de obstáculos que comprometam a segurança

Art. 181, IX – proíbe estacionar em frente à guia rebaixada

Situações mais comuns encontradas

Durante a fiscalização, a SMT tem identificado práticas recorrentes, como:

Uso de cones, cavaletes, cadeiras e caixotes

Colocação de placas como “somente clientes”

Uso de correntes e estruturas fixas em calçadas

Bloqueio de guias rebaixadas

Segundo o órgão, além de irregular, esse tipo de prática prejudica a mobilidade urbana, a acessibilidade e a circulação de pedestres.

Como funciona a fiscalização

A operação segue um protocolo definido pela SMT:

1. Constatação

Equipes registram a irregularidade com fotos, endereço e horário.

2. Orientação

Quando há responsável no local, é feita a orientação para retirada imediata dos objetos, com tolerância operacional de até 10 minutos.

3. Remoção

Caso não haja colaboração, os materiais são recolhidos pela SMT e encaminhados ao depósito municipal, com registro formal da ocorrência.

4. Autuação

Dependendo da situação, o responsável pode ser autuado com base no CTB, incluindo multa e outras penalidades.

Casos mais graves

Situações como a instalação de correntes fixas, barras metálicas ou estruturas permanentes em calçadas podem levar à notificação do responsável, com prazo para retirada. Em caso de descumprimento, a remoção é realizada de forma compulsória.

Ação integrada e campanha educativa

A SMT informou que a fiscalização poderá contar com apoio da Guarda Municipal, SEMORP e outros setores da administração pública, especialmente em casos de reincidência ou resistência.

Além disso, será lançada uma campanha educativa para conscientizar a população sobre o uso correto do espaço público.


Fonte: Alagonews / Rodrigo Rattes

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