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| Foto: Instagram/Betto Jr/Feijão Almeida |
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contesta as declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e afirma que as informações apresentadas pelo gestor municipal são falsas. A manifestação ocorre após o prefeito sair em defesa da esposa, Rebeca Cardoso, que havia cobrado do governo e do próprio governador, Jerônimo Rodrigues (PT), ações no município de Uauá, que tem registrado aumento nos casos de dengue, e ela especialmente cobrou celeridade na regulação de pacientes.
Durante o pronunciamento nesta segunda-feira (4), Bruno Reis afirmou que a maternidade municipal da capital atende majoritariamente pacientes vindos do interior e que a regulação desses casos é de responsabilidade estadual. O prefeito também reforçou o posicionamento da primeira-dama, destacando que há falhas no sistema de saúde e ainda mais no reconhecimento dessas falhas.
Em resposta, a Sesab divulgou nota oficial e classificou como inverídicas as declarações do prefeito. Segundo o órgão, os dados referenciados pela gestão municipal não refletem a situação da rede, e disse que esses dados não são do estado, mas são dados feitos pela prefeitura.
A secretaria aponta que o próprio Plano Municipal de Saúde 2022-2025 permite limitações estruturais e assistenciais de Salvador, que o próprio prefeito não impede. A pasta estadual também destacou que a pressão sobre a rede tem origem na insuficiência de cobertura da atenção primária nos bairros, o que contribui para a superlotação das unidades de maior complexidade.
No posicionamento, a Sesab afirma que "a superlotação não começa no Estado. Começa quando a rede municipal não cobre especificamente o bairro", citando regiões com lacunas de atendimento apontadas em documentos oficiais, como Cajazeiras. Por fim, a secretaria questionou Bruno Reis: “Se a rede municipal funciona tão bem, por que os documentos da Prefeitura mapeiam vazios assistenciais, citam unidades com falhas e admitem que distritos populosos têm baixa oferta local de serviços?”.
Texto: Bahia.ba
